Augustineum anula as matr?¬°culas de 10 alunos angolanos

 

Augustineum, uma escola de ensino secundário em Windhoek recentemente anulou as matrículas de 10 alunos angolanos por não saberem ler ou escrever na língua inglesa. Os mesmos foram matriculados no segundo semestre deste ano.

De acordo com a escola, os alunos foram admitidos na 11ª classe, entre Maio e Junho após serem trazidos por um funcionário da Direcção Regional da Educação do Khomas para preencherem as vagas na altura existentes na escola.

O Director Regional da Educação, Josias Udjombala, disse que a escola estava em seu direito de anular as matrículas dos 10 alunos angolanos afim de serem encaminhados numa escola de língua inglesa, mas a escola quebrou os requisitos de admissão, tendo admitido alunos novos no segundo semestre.

“É muito improvável de serem os meus oficiais a levarem os alunos à Augustineum. Não é possível porque os nossos funcionários conhecem os requisitos. A directora da escola, (Rosslin B. Losper), terá que nos explicar como é que os alunos chegaram lá no segundo semestre”, disse Udjombala.

Ele explicou que a admissão para 11ª classe é feita em um período de uma semana no mês de Janeiro e é coordenada pela Direcção Regional da Educação. Após esse processo, se ainda haver vagas, a escola é então autorizada a matricular os alunos que vêm para inscrições tardias, mas só em Janeiro.

“A língua inglesa é uma disciplina obrigatória para a 11ª classe. Esta é uma questão que a escola deve explicar, como os alunos entraram na escola e por que eles não cumpriram os requisitos da 11ª classe”, disse Udjombala.

O Director Regional explicou que é um problema geral na Região do Khomas, onde os directores das escolas “sem escrúpulos’ admitem alunos mesmo angolanos depois do período oficial de matrículas.

Udjombala disse que seu escritório conhece algumas razões pelas quais alguns directores ilegalmente admitem alunos angolanos em suas instituições.

“Os angolanos pagam subornos e pagam à tempo a taxa de fundo de desenvolvimento escolar em comparação com os cidadãos nacionais. É por isso que algfuns directores aceitam embora não cumprirem os requisitos necessários”, disse Udjombala.

O Ministro Conselheiro da Embaixada de Angola, Silvestre Guido Castelbranco, afirmou que a embaixada não recebeu nenhuma queixa formal sobre o incidente, mas está de mãos abertas para se intervir à questão, caso os alunos ou seus encarregados de educação se dirigirem à mesma.

CaltelBranco apelou às escolas a obedecerem rigorosamente os seus requisitos de matrículas.

“Cada escola, ao admitirem alunos, tem de seguir os procedimentos de admissão, especialmente o idioma Inglês, que é o principal meio de instrução na Namíbia. Caso contrário, como poderemos afirmar que estamos a formar os líderes do amanhã?” Questionou Castelbranco.

O Ministro Conselheiro acrescentou que a Embaixada de Angola está aberta para discussões e que recentemente realizou reuniões com algumas associações de estudantes angolanos na Namíbia para avaliar a suas situações.

Castelbranco enfatizou que através de reuniões com a comunidade estudantil angolana, a Embaixada de Angola ajudou financeiramente a participação dos estudantes angolanos no 16º Festival Cultural da Politécnica da Namíbia que teve lugar de 1 à 5 de Agosto.

Os 10 alunos angolanos na escola secundária Augustineum, foram “temporariamente revogados” em 14 de Julho de 2011, segundo uma carta produzida pela chefe do Departamento de Admissão da escola, Tuwilika Matheus.

“A direcção da escola agiu no melhor interesse dos alunos e decidiu enviar seus filhos para um curso de Inglês para o resto do ano”, le-se na carta.

A carta garante que os lugares dos alunos serão reservados para o ano lectivo de 2012, desde que os alunos sejam capazes de comunicarem-se em língua inglesa e passarem no teste de aptidão da escola.

Numa conversa com os alunos, eles revelaram que em termos de propínas já tiveram pago o total de N$1,200 (dólares namibianos) cada que é a propína anual, além das aulas extras que custaram N$400 para cada aluno.

A professora Tuwilika Matheus explicou que a escola poderá reembolsar os alunos caso trazerem o recibo de pagamento.

Neste ano lectivo, a Escola Secundária Augustineum teve cerca de 30 alunos angolanos.